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Suzano: integração de dados da operação de celulose com 40% mais eficiência

Por Bianca da Silva Bezerra 13 de October de 2026 6 min de leitura

A Suzano, uma das maiores empresas de celulose e papel do mundo, precisava acompanhar uma nova operação de celulose com dados vindos de três sistemas diferentes. A Mosten integrou essas fontes com Oracle Data Integrator e entregou cinco dashboards em Power BI. O ganho registrado pelo projeto é de 40% em eficiência operacional.

Quem gerencia uma operação industrial com escoamento por navio e por trem conhece a cena. O dado do embarque fica num sistema, o custo fica em outro. Para responder uma pergunta simples, como quanto se embarcou por hora no último turno e quanto isso custou, alguém precisa exportar relatórios e cruzar planilhas. A resposta chega depois da decisão.

A seguir, o que a Suzano buscava, como a integração foi montada e o que ela mudou no acompanhamento da operação.

Quem é a Suzano?

A Suzano é uma empresa de celulose e papel com sede no Brasil, fundada em 1924. Está entre as maiores do setor no mundo e é conhecida pela produção de celulose de eucalipto e papel, com atendimento a diversas indústrias e mercados globais.

A companhia atua em papel e celulose, produtos de papel para embalagens e papéis especiais. Uma estrutura desse tamanho gera dado em muitas frentes ao mesmo tempo, e cada frente costuma ter o seu próprio sistema.

A Suzano em números

IndicadorDado
Fundação1924
SedeBrasil
Produção de referênciaCelulose de eucalipto e papel
Áreas de atuaçãoPapel e celulose, papéis para embalagens, papéis especiais
Mercados atendidosDiversas indústrias e mercados globais
Fonte: dados institucionais da Suzano.

Qual era o ponto de partida da Suzano?

O projeto nasceu para dar visibilidade a uma nova operação de celulose da Suzano, cujos dados estavam distribuídos em três sistemas diferentes. Duas questões explicam por que isso trava a gestão.

1. A mesma operação registrada em sistemas separados

Cada sistema responde bem pela sua área e mal pelas outras. O sistema da operação sabe quanto foi embarcado, mas não sabe o custo daquele embarque. Sem uma camada que junte as fontes, a visão do conjunto depende de alguém montar o quebra-cabeça à mão.

2. Operação nova pede leitura do conjunto

Uma operação que começa a rodar precisa de ajuste rápido, e ajuste rápido depende de ver ao mesmo tempo o que acontece no porto, na ferrovia, no financeiro e nas equipes. Um relatório por área mostra partes. A decisão precisa do todo.

O que a Suzano buscava com o projeto?

Os objetivos definidos para o projeto foram dois:

  • criar visões integradas a partir de dados de diferentes sistemas para monitorar a nova operação de celulose;
  • disponibilizar visões estratégicas da operação em dashboards, como apoio ao monitoramento e à tomada de decisão.

Essa lista funciona como critério de sucesso: o projeto se mede pela capacidade de a gestão enxergar a operação inteira em um lugar só.

Como a Mosten ajudou a Suzano?

A solução é uma camada de integração de dados que reúne informações de três sistemas da Suzano com Oracle Data Integrator (ODI) e as entrega modeladas para o Power BI. Sobre essa base, a Mosten desenvolveu cinco dashboards de acompanhamento:

  • operações marítimas;
  • operações ferroviárias;
  • finanças;
  • recursos humanos;
  • monitoramento de logs.

No painel marítimo, a gestão acompanha indicadores como a progressão do carregamento por porão, com planejado, embarcado e saldo, a produtividade por hora, a comparação entre hora líquida e hora bruta e o tempo perdido por tipo de impacto. É o tipo de leitura que antes exigiria juntar dados de mais de uma fonte.

A Mosten também entregou documentação completa de instalação e configuração do ODI, guias de uso e treinamentos para os dashboards. Com isso, o conhecimento sobre a solução fica com o time da Suzano.

Como funciona o fluxo de dados

  1. Os três sistemas de origem registram a operação, cada um na sua área.
  2. O ODI extrai os dados dessas fontes e faz a integração.
  3. Os dados integrados são modelados para consumo no Power BI.
  4. Os cinco dashboards apresentam a operação marítima e ferroviária, as finanças, os recursos humanos e os logs.
  5. O gestor consulta os painéis para monitorar a operação e decidir.

Quais foram os resultados para a Suzano?

Os resultados registrados no material do projeto são três:

  • 40% de aumento na eficiência operacional, com mudança na forma de gerir e acompanhar os processos;
  • monitoramento centralizado da operação de celulose;
  • acompanhamento preciso de métricas operacionais, financeiras e de recursos humanos.

O número de eficiência é o destaque do projeto. Os outros dois ganhos explicam de onde ele vem: quando a operação está em um só lugar, o tempo que antes ia para montar relatório passa a ir para a decisão.

O que essa implantação mostra sobre integração de dados na indústria?

Primeiro, o dashboard é a parte visível de um trabalho que acontece antes. Os cinco painéis da Suzano só existem porque há uma camada de integração por baixo, e é nela que fica a maior parte do esforço técnico.

Segundo, dado integrado é pré-requisito para qualquer uso de inteligência artificial na operação. Previsão de produtividade, alerta de desvio e análise de causa dependem de uma base em que porto, ferrovia, custo e equipe já conversam.

Terceiro, integração sem documentação vira dependência. A entrega de guias, documentação do ODI e treinamento é o que permite ao cliente manter e evoluir a solução.

Perguntas frequentes sobre integração de dados operacionais

O que é integração de dados operacionais?

É o processo de reunir em uma mesma base os dados que diferentes sistemas registram sobre a operação, como embarque, custo e equipe. Com a base integrada, um painel consegue mostrar essas áreas lado a lado sem cruzamento manual de relatórios.

Para que serve o Oracle Data Integrator?

O Oracle Data Integrator (ODI) é uma ferramenta da Oracle para extrair dados de sistemas de origem, transformar e carregar em uma base de destino. No projeto da Suzano, ele integra dados de três sistemas e os prepara para uso no Power BI.

Quais dashboards a Mosten desenvolveu para a Suzano?

A Mosten desenvolveu cinco dashboards em Power BI para a Suzano: operações marítimas, operações ferroviárias, finanças, recursos humanos e monitoramento de logs.

Qual foi o resultado da integração de dados na Suzano?

O projeto registra 40% de aumento na eficiência operacional, monitoramento centralizado da operação de celulose e acompanhamento preciso de métricas operacionais, financeiras e de recursos humanos.

Como os dados chegam ao Power BI no projeto da Suzano?

Os dados saem de três sistemas de origem, são integrados pelo Oracle Data Integrator e modelados para consumo no Power BI, onde alimentam os cinco dashboards.

O que a Mosten entregou além dos dashboards?

Além dos cinco dashboards, a Mosten entregou documentação completa de instalação e configuração do ODI, guias de uso e treinamentos para os dashboards.

Como aplicar esse tipo de solução na sua operação

Operação com dados em sistemas separados paga em horas de cruzamento manual e em decisões tomadas com informação atrasada. A Mosten trabalha com times internos fixos, que unem negócio e tecnologia: primeiro entendem a pergunta que a gestão precisa responder, depois escolhem como integrar os dados e o que mostrar em cada painel.

Se a sua operação depende de cruzar relatórios de sistemas diferentes para saber o que está acontecendo, fale com o time da Mosten e veja como integrar esses dados em um só lugar. Você também pode conferir outros cases clicando aqui.

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